Schmeichel & Bukowski são duas cabeças pensantes de cronista, separadas por uma distância de mil quilômetros e unidas por uma mesma idéia, a de que a boa música é como o beijo da mulher amada, ou o primeiro gole em uma fumegante xícara de café: refaz e faz refestelar a alma no sofá do universo. A nossa obra é um tempo que a gente ganha deixando o tempo passar. É uma parceria bossa nova que mal saiu das fraldas e já tinha o cabelo black e a barba ruiva. Trovadores da idade média da boemia nacional, sócios de um clube sem esquina (ainda), na ante-sala das nossas canções são bem vindos jabs do Jobim, fumos do Bituca, noelismos e macartneizações. Com o Patton aprendemos: há que se gingar em qualquer compasso (até para andar de carro com o dedo enterrado no nariz). O máximo que pode acontecer é alguém mandar você tomar no cool. A dupla Schmeichel & Bukowski nasceu em 1998 nas horas vagais de uma faculdade de jornalismo em Goiânia, Goiás. Desde a primeira composição - uma homenagem aos mendigos e a Pedro de Lara - a dupla evoluiu a sonoridade incorporando elementos da bossa nova, da música feita no computador, da improvisãção com o que se tem e da falta de dinheiro e equipamento, misturando criatividade, sal e fubá. Mas o que Schmeichel & Bukowski faz mesmo é samba. Samba?
Membros:
Klaus K. Schmeichel é estudioso do sistema de coleta de lixo de Auschwitz-Birkenau e do candomblé. Aprendeu seus primeiros batuques quando viajava com nômades tutsis no Burundi. Lá descobriu as raízes do semba. É músico auto-didata. Em sua casa existem jogados pelos cantos mais de mil títulos de filmes, entre fitas e DVDs de locadoras. Ainda esperam a devolução. É jornalista e Botafogo.
Raul Bukowski é filósofo visceral e gastroenterologista. Seu primeiro instrumento foi um xilofone feito de mini-garrafas da Coca-cola. Depois descobriu as utilidades sonoras de um recipiente para coleta de urina. Coleciona filmes de Alfred Hitchcock. Se alimenta de pão-de-queijo despedaçado no café com leite. É jornalista e Flamengo.
O que fazem: Voz e vozes, violão, flauta, teclados, programações, guitarras, baixo, percussões, outros barulinhos, letras e músicas.